Procedimentos que são realizados pelo ICB
Procedimentos Ambulatoriais
Os procedimentos ambulatoriais são aqueles realizados pelo médico no próprio consultório, com segurança e conforto, sem necessidade de internação hospitalar.
A seguir, os principais procedimentos realizados no ICB – Instituto de Câncer de Brasília, com base nas mais recentes recomendações da ASCCP, IARC, ABPTGIC e INCA/MS.
- Patologia do Trato Genital Inferior
- Consulta Oncológica
- Exame de Papanicolaou
- Videocolposcopia
- Videovulvoscopia
- Videoanuscopia
- Videopeniscopia
- Teste de DNA para HPV
- Cauterização
- Biópsias diagnósticas
- Exérese de pólipo cervical
- Videoconização
Patologia do Trato Genital Inferior (PTGI): Somos especializados em Patologia do Trato Genital Inferior, que compreende as afecções do colo uterino, vagina e vulva. Nosso foco é a prevenção, diagnóstico e tratamento de doenças benignas, pré-malignas e malignas relacionadas ao HPV e outras infecções sexualmente transmissíveis, seguindo os protocolos internacionais e nacionais mais atuais.
Consulta Oncológica: O ICB é referência em prevenção e tratamento do câncer ginecológico. Durante a consulta oncológica, orientamos sobre diagnóstico precoce, rastreamento, fatores de risco e opções de tratamento. Damos especial atenção à infecção pelo HPV, principal causa do câncer do colo do útero, ainda de alta incidência em nosso país.
Exame de Papanicolaou: Tradicionalmente conhecido como “preventivo”, é um exame de rastreamento do câncer do colo uterino. O INCA/MS recomenda que seja realizado em mulheres e pessoas com colo uterino entre 25 e 64 anos que já iniciaram a vida sexual. Desde março de 2024, o Teste de HPV-DNA é o método primário de rastreamento no Brasil, com o Papanicolaou sendo indicado como exame complementar ou em locais onde o teste molecular ainda não está disponível.
Videocolposcopia: Exame detalhado do colo uterino e vagina, realizado com o colposcópio — um equipamento que amplia e ilumina a região, permitindo observar alterações microscópicas. É indicada em casos de resultados alterados no Teste de HPV-DNA ou na citologia (Papanicolaou), e também quando há lesões suspeitas visíveis a olho nu. A colposcopia segue critérios padronizados pela ASCCP e ABPTGIC para identificação e classificação de lesões induzidas pelo HPV.
Videovulvoscopia: Exame detalhado da vulva (genitália externa feminina), com uso do colposcópio, solções corantes e filtros de luz especiais. É indicado para investigação de lesões suspeitas, infecção por HPV, líquens vulvares e alterações neoplásicas ou pré-neoplásicas. A avaliação cuidadosa permite o diagnóstico precoce de doenças que muitas vezes passam despercebidas.
Videoanuscopia: Exame do canal anal com o colposcópio, utilizando filtros e soluções corantes (como ácido acético e lugol) para identificação de lesões HPV-induzidas. É indicado em pacientes de risco aumentado, como:
- Pessoas com história de sexo anal receptivo frequente;
- Imunocomprometidos (HIV, transplante, uso de imunossupressores);
- Pacientes com lesões por HPV em múltiplos locais (colo, vulva, pênis ou períneo).
O exame permite detectar e tratar precocemente lesões precursoras do câncer de canal anal.
Videopeniscopia: Exame detalhado da genitália masculina, utilizando o colposcópio e soluções corantes. É indicado principalmente em parceiros de mulheres com infecção por HPV ou lesões cervicais. O diagnóstico e tratamento adequados interrompem a cadeia de transmissão e previnem o câncer de pênis, além de promoverem saúde sexual compartilhada entre os parceiros.
Teste de DNA para HPV (Teste Molecular) por PCR: Atualmente considerado o método primário de rastreamento do câncer do colo uterino, conforme a Portaria MS nº 1.229/2024 e diretrizes da ASCCP e IARC.
O exame identifica o DNA do HPV de alto risco, inclusive com genotipagem dos tipos mais oncogênicos (16, 18 e outros). É indicado para:
- Rastreamento em mulheres de 25 a 64 anos;
- Casos de citologia indeterminada (ASC-US);
- Controle pós-tratamento de lesões de alto grau (NIC II/III).
Quando negativo, o exame deve ser repetido a cada 5 anos, dada sua alta sensibilidade e segurança.
Cauterização: Procedimento terapêutico realizado no consultório, destinado à destruição de lesões benignas ou HPV-induzidas. Pode ser realizada por eletrocauterização ou cauterização química (com ácido tricloroacético – ATA), conforme o tipo e localização da lesão. É indicada especialmente no tratamento de condilomas acuminados (verrugas genitais) e lesões de baixo grau.
Biópsias diagnósticas: Permitem o estudo histopatológico das alterações identificadas ao exame clínico ou colposcópico, sendo fundamentais para o diagnóstico definitivo. As biópsias podem ser realizadas em colo uterino, vagina, vulva, endométrio, ânus e pênis. Os procedimentos são feitos sob anestesia local, de forma segura e praticamente indolor.
Exérese de pólipo cervical: Os pólipos do colo uterino são formações benignas, mais frequentes após os 40 anos. Embora geralmente sem risco oncológico, podem causar sintomas como corrimento aumentado, sangramento vaginal ou desconforto durante as relações sexuais. A retirada, quando indicada, é simples, feita no consultório, e permite o exame histológico para confirmação diagnóstica.
Videoconização (Conização de Colo Uterino): Procedimento cirúrgico que consiste na remoção em forma de cone de uma pequena porção do colo uterino.
É indicado para tratamento de lesões de alto grau (NIC II ou III) e, em alguns casos, para diagnóstico de alterações glandulares. Atualmente, é realizada preferencialmente pela Cirurgia de Alta Frequência (CAF) — técnica preconizada pelas diretrizes da ASCCP, ABPTGIC e INCA, segura, ambulatorial e com mínima morbidade.
Conclusão: Os procedimentos ambulatoriais em Ginecologia e Patologia do Trato Genital Inferior permitem diagnóstico precoce, tratamento eficaz e prevenção do câncer ginecológico. No ICB, seguimos as melhores práticas médicas internacionais, sempre priorizando a segurança, o conforto e a individualização do cuidado de cada paciente.
Procedimentos Cirúrgicos
Os procedimentos cirúrgicos são aqueles que devem ser realizados em ambiente hospitalar, em salas cirúrgicas adequadamente equipadas e com suporte anestésico.
O corpo clínico do Instituto de Câncer de Brasília (ICB) é altamente qualificado para o diagnóstico, tratamento e acompanhamento de doenças ginecológicas benignas, pré-malignas e malignas, conforme as melhores práticas internacionais.
Principais Procedimentos Cirúrgicos Realizados pelo ICB
- Histeroscopia Diagnóstica
- Histeroscopia Cirúrgica
- Videolaparoscopia Cirúrgica
- Histerectomia (vaginal, abdominal ou laparoscópica)
- Cirurgias para diagnóstico e tratamento de cistos e tumores ovarianos
- Cirurgia para tratamento do câncer do colo do útero
- Cirurgias para diagnóstico, estadiamento e tratamento do câncer de ovário e de endométrio
- Outras cirurgias ginecológicas especializadas
Histeroscopia Diagnóstica
Procedimento minimamente invasivo que permite a visualização direta do canal cervical e da cavidade uterina, por meio de uma microcâmera endoscópica.
É indicada para investigação de:
- Sangramento uterino anormal;
- Espessamento endometrial;
- Pólipos e miomas submucosos;
- Infertilidade ou alterações identificadas em exames de imagem.
Geralmente é realizado sem anestesia ou com sedação leve, em ambiente ambulatorial.
Histeroscopia Cirúrgica
Utiliza a mesma técnica de acesso endoscópico, porém com instrumentos cirúrgicos acoplados (como alças diatérmicas ou tesouras endoscópicas).
Permite o tratamento de pólipos, miomas submucosos, sinéquias (aderências) e alterações endometriais.
É realizada em centro cirúrgico, sob anestesia adequada, e costuma ter recuperação rápida e alta precoce.
Videolaparoscopia Cirúrgica
Cirurgia minimamente invasiva que utiliza microcâmeras e pequenas incisões abdominais, proporcionando melhor visualização e menor tempo de recuperação.
É indicada para o tratamento de:
- Cistos e tumores ovarianos;
- Endometriose;
- Aderências pélvicas;
- Lesões pré-neoplásicas ou neoplásicas do útero e anexos.
Também é empregada no estadiamento cirúrgico do câncer ginecológico, conforme recomendações da IARC e ABPTGIC.
Histerectomia
Cirurgia para retirada do útero, podendo ser realizada por via vaginal, abdominal ou laparoscópica, dependendo da indicação clínica e anatômica.
É indicada para o tratamento de:
- Doenças benignas (miomas volumosos, adenomiose, sangramento uterino refratário);
- Lesões pré-malignas;
- Câncer do colo uterino, endométrio ou ovário.
Nos casos oncológicos, a cirurgia segue os princípios da FIGO e pode incluir a retirada de linfonodos pélvicos e paraaórticos, quando indicado.
Cirurgias para Diagnóstico e Tratamento de Cistos e Tumores Ovarianos
Podem ser realizadas por via laparoscópica (minimamente invasiva) ou laparotômica (aberta), conforme o tipo, tamanho e suspeita de malignidade da lesão.
O procedimento permite a retirada do cisto ou tumor e, quando necessário, o envio para exame anatomopatológico.
As indicações seguem as orientações da ABPTGIC e da Sociedade Brasileira de Oncologia Ginecológica.
Cirurgia para o Tratamento do Câncer do Colo do Útero
Realizada geralmente por via laparotômica, com retirada do útero, parte lateral do colo (paramétrios), parte superior da vagina e linfonodos pélvicos e paraaórticos — procedimento conhecido como Histerectomia Radical (Wertheim-Meigs ou Tipo C1/C2).
O tipo de cirurgia depende do estadiamento clínico e anatômico e segue as diretrizes da ASCCP, FIGO e INCA/MS.
Em alguns casos, a cirurgia pode ser precedida ou seguida de radioterapia e quimioterapia, conforme decisão multidisciplinar.
Cirurgias para o Diagnóstico, Estadiamento e Tratamento do Câncer de Ovário e de Endométrio
Envolvem técnicas combinadas de laparotomia ou videolaparoscopia, com biópsias, ooforectomias, histerectomia e linfadenectomia, conforme o caso.
Essas cirurgias são fundamentais para o diagnóstico definitivo e definição do tratamento oncológico mais adequado.
Todo o procedimento é realizado em centro cirúrgico, com equipe experiente e suporte hospitalar completo.
A Decisão Cirúrgica
O bem-estar e a segurança da paciente são os pilares que norteiam toda indicação cirúrgica.
Cada caso é avaliado individualmente, levando em conta:
- O diagnóstico preciso;
- O estadiamento da doença;
- As opções terapêuticas disponíveis;
- A relação risco-benefício e as condições clínicas da paciente.
Nem sempre a cirurgia é o primeiro passo no tratamento.
Em alguns casos de câncer ginecológico, pode ser necessária quimioterapia ou radioterapia pré-operatória, e a decisão deve ser compartilhada entre paciente, família e equipe médica.
Para saber mais
Entre em contato com nossa equipe.
O ICB está à disposição para orientar, esclarecer dúvidas e oferecer o melhor cuidado cirúrgico e oncológico com excelência, ética e humanidade.
Corpo Clínico do ICB
- Dr. Adalberto Xavier Ferro Filho
- Dr. André Metzker Ferro
- Dra. Camila Leal Mathias
- Dra. Daniella Vilas Bôas Campos
- Dra. Renata Carlos Ferreira
- Dra. Thaís Teixeira Barbosa Paiva
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