A Prevenção
Prevenção do Câncer do Colo do Útero
O câncer do colo do útero é um dos tipos de câncer mais comuns entre as mulheres brasileiras, especialmente entre os 35 e 50 anos de idade.
É uma doença que pode ser totalmente evitada, pois suas lesões iniciais — chamadas de lesões precursoras — podem ser identificadas e tratadas antes de se tornarem câncer.
O que causa o câncer do colo do útero?
O principal causador é o papilomavírus humano (HPV), transmitido principalmente por via sexual.
A infecção pelo HPV é muito comum: a maioria das pessoas entra em contato com o vírus em algum momento da vida.
Na maioria dos casos, o paciente elimina o vírus naturalmente, mas, em algumas mulheres, ele pode permanecer ativo por mais tempo e provocar alterações nas células do colo do útero, que, se não tratadas, podem evoluir para o câncer.
Como é feita a prevenção?
A prevenção é feita de duas formas:
1. Prevenção primária – Vacina contra o HPV
A vacina contra o HPV é a forma mais eficaz de prevenir a infecção pelo vírus.
Ela está disponível gratuitamente no SUS para:
- Meninas e meninos de 9 a 14 anos;
- Pessoas imunossuprimidas até 45 anos (como pacientes com HIV ou transplantadas).
A vacina protege contra os tipos de HPV mais relacionados ao câncer e também contra os tipos que causam verrugas genitais.
2. Prevenção secundária – Exames de rastreamento
O rastreamento é o exame feito para identificar precocemente alterações nas células do colo do útero, mesmo antes de surgirem sintomas.
Até 2024, o exame mais utilizado era o Papanicolaou (citologia oncótica).
Com a publicação da Portaria SECTICS/MS nº 3, de 7 de março de 2024, o Ministério da Saúde e o INCA passaram a recomendar a substituição progressiva do Papanicolaou pelo Teste de DNA-HPV como método de rastreamento primário do câncer do colo do útero.
Essa mudança segue também as recomendações da ASCCP (American Society for Colposcopy and Cervical Pathology), que reconhece o teste molecular como o método mais sensível para detectar o HPV de alto risco.
Como será feita essa mudança:
- O Teste de DNA-HPV detecta a presença dos tipos de HPV de alto risco antes mesmo que apareçam alterações nas células.
- Ele deve ser realizado a cada 5 anos em mulheres com resultado negativo, pois sua sensibilidade é maior que a do Papanicolaou.
- O exame será ofertado progressivamente pelo SUS em todo o Brasil, de acordo com a organização de cada rede estadual e municipal de saúde.
- O Papanicolaou continuará sendo aceito enquanto o novo método é implementado em todo o país.
Quem deve fazer o rastreamento?
Segundo as diretrizes do INCA/MS (2023–2024) e as recomendações internacionais da ASCCP:
- Mulheres com 25 a 64 anos que já tiveram atividade sexual devem realizar o Teste de DNA-HPV (ou, enquanto não disponível, o Papanicolaou).
- Quando o resultado é negativo, o exame deve ser repetido a cada 5 anos (teste de HPV) ou a cada 3 anos (Papanicolaou).
- Se o resultado mostrar alguma alteração, a mulher será encaminhada para colposcopia, exame que permite avaliar o colo do útero com mais detalhe.
Outras formas de prevenção
Além da vacinação e dos exames regulares, algumas atitudes ajudam a reduzir o risco de câncer do colo do útero:
- Evitar o tabagismo, pois o cigarro favorece a persistência do HPV e o aparecimento de lesões.
- Usar preservativos nas relações sexuais, que ajudam a reduzir a transmissão do HPV e de outras infecções.
- Manter uma alimentação equilibrada, com frutas, verduras e alimentos ricos em vitaminas A, C e E, que fortalecem o sistema imunológico.
O papel do Instituto de Colposcopia de Brasília (ICB)
O ICB é referência no diagnóstico, prevenção e tratamento das lesões do colo do útero e outras condições relacionadas ao HPV.
Nossa equipe realiza exames de colposcopia, biópsias, testes moleculares (DNA-HPV) e procedimentos de tratamento de lesões com tecnologias modernas e abordagem individualizada.
Cuidar da saúde ginecológica é um ato de prevenção e amor próprio.
Agende sua consulta e mantenha seus exames em dia.
Fontes oficiais:
- Instituto Nacional de Câncer (INCA) – Nota Informativa sobre o Teste de DNA-HPV (2024)
- Ministério da Saúde – Portaria SECTICS/MS nº 3, de 07 de março de 2024
- ASCCP Risk-Based Management Guidelines (2020–2023)

